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Medicamento para tratar câncer de mama é incorporado ao Sistema Único de Saúde

Por: Lohrrany Alvim
23/09/2022 – 14h43

O remédio não causa alguns efeitos colaterais associados ao tratamento de câncer, como, por exemplo, queda de cabelo.

 

Pacientes com câncer de mama agora podem contar com o medicamento Trastuzumabe Entansina no Sistema Único de Saúde (SUS). Ele é indicado em tratamentos de monoterapia (realizados com um único remédio) e direcionado a pacientes classificadas no nível HER2-positivo da doença.
De acordo com a nota do Ministério da Saúde, a tecnologia recebeu recomendação favorável de incorporação ao SUS após passar por avaliação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), responsável por assessorar a pasta nas atribuições relativas à incorporação, exclusão ou alteração de tecnologias em saúde pelo SUS.

Sobre o medicamento
O remédio não causa alguns efeitos colaterais associados ao tratamento de câncer, como queda de cabelo. O TDMI-1 é indicado para os casos avançados de um tipo de câncer chamado HER2-positivo, em que as células cancerígenas apresentam níveis elevados da proteína HER2 e tendem a se disseminar de forma mais rápida. Os casos em que há a amplificação da proteína correspondem a entre 20% e 30% dos tumores de mama invasivos.

Câncer de mama pelo mundo
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no Brasil, o número total de novos diagnósticos de câncer de mama ao ano chega a 60 mil, resultando em uma taxa de incidência de 60/100 mil habitantes.
Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o Brasil foi o quarto país com a maior incidência em câncer de mama e o quinto em mortalidade. A OMS também ressalta que a estimativa é que a incidência entre as brasileiras nos próximos 20 anos terá um aumento de 47%.
“O câncer de mama é um problema mundial de saúde pública e se destaca por ser o tipo de câncer que mais atinge mulheres, tanto em países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento, apresentando altas taxas de ocorrência e de mortalidade. A incidência tem aumentado de forma expressiva em países da Ásia, África e América do Sul em decorrência do envelhecimento da população”, acrescentou a pasta.

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