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Medicamento faz sucesso no tratamento contra o câncer de mama agressivo

Por: Isabela Lauriano
12/03/2022 – 09h37

Enhertu foi o primeiro remédio a mostrar um benefício em pacientes com câncer de mama metastático.(Foto reprodução Internet)

 

O câncer de mama é o tipo de tumor mais frequente em mulheres no mundo e no Brasil, e corresponde a 28% dos novos casos de câncer. Não existe uma única causa, mas sim uma junção de fatores de risco para a doença. O primeiro deles é a idade, já que quatro de cinco casos acontecem depois dos 50 anos. Pensando nisso, muitos estudos são realizados para criar ou achar algum medicamento ou vacina contra a doença e que melhore o estágio da mesma.

Após estudos, a empresa AstraZeneca, desenvolveu o medicamento “Enhertu” ao lado da empresa japonesa Daiichi Sankyo e sinalizou que o remédio (Enhertu) foi o primeiro de seu tipo a mostrar um benefício em pacientes com câncer de mama metastático, que representa cerca de 55% de todos os pacientes com câncer de mama.

Um ensaio clínico em estágio avançado mostrou que o medicamento produzido pela empresa farmacêutica FTSE 100, causou uma “melhoria estatisticamente significativa e clinicamente significativa” nas taxas de sobrevivência de pacientes com câncer de mama metastático.

O câncer de mama estágio 4 é quando o câncer já se espalhou para outras áreas do corpo, geralmente o fígado, cérebro, ossos ou pulmões. Este tipo de câncer não tem cura. No entanto, pode ser controlado através de vários tratamentos, como a quimioterapia, para permitir que os pacientes vivam mais.

O Instituto Nacional de Câncer estima que para cada ano do triênio 2020/2022, sejam diagnosticados no Brasil 66.280 novos casos de câncer de mama, com um risco estimado de 61,61 casos a cada 100 mil mulheres.

No mundo, o câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres. Em 2018, ocorreram 2,1 milhões de casos novos, o equivalente a 11,6% de todos os cânceres estimados. As maiores taxas de incidência esperadas foram na Austrália e Nova Zelândia, nos países do Norte da Europa e na Europa Ocidental.

Outros fatores que contribuem para o aumento do risco de desenvolver a doença são fatores genéticos e fatores hereditários, além da menopausa tardia, obesidade, sedentarismo e exposições frequentes às radiações ionizantes.

Por isso, é necessário que a mulher esteja fazendo os exames anualmente. É importante que mulheres acima de 50 anos realizem a mamografia de rastreamento, mesmo sem perceber nenhum sinal ou sintoma. Esse é o único exame que permite descobrir o tumor em sua fase inicial, em que a probabilidade de cura é 95%.

A prevenção do câncer de mama começa com o autoexame, que a própria mulher deve fazer mensalmente a partir dos 20 anos de idade, apalpando as mamas. Ele deve ser feito entre o quarto e o sexto dia depois do fim do fluxo menstrual. As mulheres que não menstruam devem escolher uma data para fazer a avaliação.

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