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Projetos de recuperação ambiental mostram que cuidar da natureza também é investir no futuro das pessoas.

Ações de recuperação ambiental provam que preservar a natureza transforma comunidades

Boas notícias têm surgido de diferentes cantos do Brasil quando o assunto é meio ambiente. A sociedade tem demonstrado que é possível transformar áreas degradadas em espaços de vida, equilíbrio e novas oportunidades. Do interior do Espírito Santo ao litoral catarinense, passando pelo coração do Rio de Janeiro, iniciativas recentes apontam para um caminho de esperança.

Espírito Santo planta hoje para colher amanhã.

Um termo de cooperação entre as Secretarias de Recuperação do Rio Doce (Serd) e do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Seama) vai destinar mais de trezentos milhões de reais ao Programa Reflorestar. O objetivo é restaurar florestas em áreas impactadas pelo desastre de Mariana e, ao mesmo tempo, gerar renda para produtores rurais.

A proposta vai muito além do reflorestamento. Ao incentivar sistemas agroflorestais, o programa alia espécies nativas a culturas de valor econômico, como cacau, açaí, banana e café. A expectativa é recuperar cerca de seis mil e oitocentos hectares, instalar estruturas de conservação do solo e da água e ampliar a produção de mudas para até dois milhões por ano. Uma prova de que é possível somar preservação ambiental com desenvolvimento regional.

Restinga de Itajaí ganha nova vida.

Na Praia Brava de Itajaí, em Santa Catarina, a natureza também voltou a florescer. Desde 2018, o Instituto Itajaí Sustentável conduz um trabalho de paciência para restaurar a restinga, ecossistema essencial para proteger a faixa de areia das ressacas.

O projeto começou com cercas simples em formato de zigue-zague, capazes de segurar a areia e favorecer o surgimento de dunas. Em seguida, veio o plantio de espécies nativas, reforçando a estrutura natural. Hoje, a vegetação retomou o espaço e a praia se tornou mais resistente. O caso mostra que pequenas ações, somadas ao engajamento da população, podem transformar a realidade ambiental de uma região.

Áreas contaminadas dão espaço a novos horizontes no Rio.

Na capital fluminense, a pauta é a remediação ambiental. O desafio é recuperar terrenos contaminados, como o do antigo Gasômetro, e devolvê-los ao uso coletivo. Esses locais, antes marcados por passivos industriais, agora são vistos como potenciais áreas de desenvolvimento urbano, cultural e esportivo.

Especialistas apontam que a recuperação dessas áreas não é apenas um processo técnico, mas um investimento estratégico. Quando um espaço degradado é restaurado, os ganhos se estendem à saúde, ao meio ambiente e à economia. No Rio, essa discussão já inspira projetos de revitalização que unem sustentabilidade, infraestrutura e qualidade de vida para as comunidades.

Um futuro que já começou.

Esses três exemplos mostram que a recuperação ambiental não é um sonho distante. Ela está acontecendo agora, em diferentes escalas, sempre com um ponto em comum: a união entre poder público, ciência, iniciativa privada e sociedade.

Ao recuperar florestas, proteger restingas e revitalizar terrenos urbanos, estamos não apenas cuidando da natureza, mas garantindo melhores condições de vida para as próximas gerações. O futuro verde começa nas escolhas que fazemos hoje e ele já está em movimento.

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