Mediunidade é parte da natureza humana, afirma presidente da FEEGO
Por: Álefe Panaro
26/02/2025 – 15h00

Um estudo recente do Brazilian Journal of Psychiatry analisou possíveis influências genéticas na mediunidade. Os pesquisadores compararam o DNA de 54 médiuns experientes com o de 53 familiares sem habilidades mediúnicas, encontrando mais de 15 mil variações genéticas distintas nos médiuns, incluindo alterações em genes ligados à glândula pineal, tradicionalmente associada a experiências espirituais.
Para Márcia Ramos, presidente da Federação Espírita do Estado de Goiás (FEEGO), a mediunidade não é privilégio de poucos, mas uma capacidade natural de todos os seres humanos. Segundo ela, essa habilidade pode se manifestar de formas diferentes e ser desenvolvida por meio do estudo e da prática. Márcia também enfatiza que a espiritualidade transcende explicações biológicas, sendo um aspecto essencial do crescimento pessoal e da conexão com o plano espiritual.
José Alberto de Souza, coordenador de estudos do espiritismo na FEEGO, complementa que a mediunidade vai além da predisposição genética, exigindo dedicação e preparo para ser aprimorada. Ele destaca que, dentro da visão espírita, a glândula pineal funciona como um elo entre o corpo físico e o espiritual.
Embora o estudo sugira possíveis influências genéticas, os próprios pesquisadores reconhecem a necessidade de mais investigações para compreender melhor o fenômeno.
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